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Subjetividade lógica ponderada. Melhor pegar um café.

Postcrossing

Eventualmente, quando meu cérebro para de ferver, eu paro de precisar colocar tudo pra fora, exatamente porque a ebulição diminui, e eu fico um pouco menos perto de explodir.

Por que eu troco postais? E por que tanta gente insiste em, em pleno 2014, trocar cartas e postais, quando o e-mail é muito mais rápido, o facebook é mais simples e o whatsapp é mais prático?

Porque você, chinesa, morando em Pequim, você inglesa, morando no subúrbio de Londres, você, adolescente americana na Pensilvânia, e eu, semi humana morando no Brasil, podemos por alguns segundos deixar de ser só mais um número, só mais um nome na multidão, e passar a ser alguém. Porque eu sei, quando recebo uma carta, que uma pessoa que nunca vi sequer uma foto, cujo nome não sei pronunciar, sentou, apanhou uma caneta e cerimoniosamente escreveu meu nome e meia dúzia de linhas pra mim, e só pra mim. Sei que cuidadosamente escolheu os selos, sei que foi até uma loja e comprou aquele postal que agora é meu. Sei que emprega seu dinheiro, tempo e esforço nisso, e é mais que uma satisfação pessoal. É mais do que muitas pessoas que vemos diariamente fazem por nós, pessoas que passamos horas ao lado e às vezes não obtemos sequer um “bom dia”. Eu recebi postais do mundo todo, e a cada postal que recebo, me sinto um pouco mais humana.

E é bom ser lembrada que sou humana.

Você precisa agarrar aquilo que você quer.

Você quer? Então pegue! Será que dói tanto corrermos atrás dos nossos sonhos? Vivemos pautados em gráficos, planilhas, análises, planejamentos, e sempre nos repetimos que “algum dia vai rolar”, mas o dia nunca chega. E até lá vamos planejando, infinitamente.  

A realidade é que não assumimos que temos medo do erro, temos medo de jogar todas as nossas fichas e perder, e nos submeter ao julgamento de pessoas que você sequer sabe o nome, pessoas que não sentem o que você sentiu. Nos sentimos acuados e temerosos de sermos chamados de loucos por não seguir o planejamento usual, e subitamente nos livrarmos do peso do fluxo constante de pessoas que todos os dias fazem o esperado, sem tomar grandes riscos em suas mãos.

Ainda mais: o medo de transparecer as emoções, de se mostrar excessivamente feliz, ou triste, ou apaixonado, ou desapontado. Fazemos a cara blasé e seguimos cantarolando, enquanto implodimos em silêncio. Qual é o problema, afinal, de termos emoções? Não consigo evitar de supor que, por debaixo da cara impassível dos que não demonstram o que de fato estão sentindo existe um alienígena, ou coisa que o valha. 

Será que somos a nova geração dos que quase chegaram lá? Seremos, daqui a algumas décadas, idosos mal humorados com noventa anos, observando o movimento e nos perguntando o que poderíamos ter feito melhor, dos riscos que deixamos de assumir para passar em segurança por uma vida inteira, e estar ali, aguardando pela morte? 

Dane-se a segurança, as certezas, os planejamentos matematicamente controlados, os horários certos, e a maldita cara de blasé. Dane-se o modo de vida café descafeinado e tapinhas nas costas acompanhados de “é isso aí amigão”.

As horas extras, o nó da gravata apertado, a paixão platônica escondida, o emprego odioso, a viagem tão sonhada, o trânsito, as regras de moda, eles vão te matar, e você sabe. Então corra, e agarre com todas as forças aquilo que vai fazer sua vida valer a pena. 

E não tome café descafeinado. Nunca. 

Meat free week infinita: minha experiência

Quando, a cerca de dois meses atrás, eu resolvi aderir à meat free week, assumo que senti dificuldade. Olhava os produtos de origem animal nos restaurantes, nas prateleiras do supermercado, e sentia meu estômago revirar de fome. Já havia assistido documentários como o Meet your meat e Earthlings alguns anos atrás, mas minhas tentativas iniciais de suprimir alimentos cruéis da minha dieta acabaram abandonadas. 

Minha semana sem carne está prestes a atingir dois meses, que pretendo que se estendam pela minha vida inteira. Porque sei, agora, que minha vida é melhor sem apoiar a crueldade contra os animais.  

Acredito que qualquer ser vivente com um mínimo de bom coração fica extremamente tocado ao assistir cenas como as expostas nos documentários que eu mencionei. E a reação da grande maioria é, como eu, falar “a partir de amanhã não comerei mais carne”. E isso raramente sai do papel. Também, pelo que tenho ouvido de pessoas que convivem comigo, é de conhecimento amplo de que a carne não traz todos o benefícios à saúde que tanto noticiaram, tampouco a produção de alimentos baseados em animais é suficientemente sustentável do ponto de vista ecológico.  Porém, posso dizer que a grandíssima massa de pessoas com quem converso, afirma que não conseguiria, jamais, viver sem carne. Por motivos bastante confusos. Porque é mentira.

Bom, posso dizer que eu era uma onívora convicta. Consumia alimentos de origem animal com uma frequência preocupante, e detestava, com todas as minhas forças, vegetais em um todo. De ter ânsias só de ver uma folhinha inocente e verde de rúcula (okay, ainda não somos melhores amigas). E vou contar algumas das coisas que fizeram minha opinião mudar.

a)      Saber que você está fazendo a coisa certa: essa é a mais fácil, e a que vem primeiro. Você olha o prato de quem está ao seu redor, e especialmente com a dificuldade trazida com a primeira semana, se sente um perfeito monge budista, praticando o auto controle. E é fácil saber que está fazendo a coisa certa, porque o abuso praticado contra os animais não humanos é tão gritantemente hediondo, que não tem como ficar com a consciência limpa. E é isso que aquela alface no seu prato trará: paz de espírito;

b)     Se sentir fisicamente melhor: a melhoria imediata não é apenas mental/espiritual. Você se sente leve, literalmente. Aquele sono que bate depois das refeições? Diga adeus à ele (a menos que você baseie seu prato em macarrão e batatas fritas, mas isso vai pelo lado do óbvio). E em alguns dias seu paladar ficará muitíssimo mais apurado. Passei a adorar alguns alimentos vegetais que detestava, simplesmente porque não sentia o gosto deles antes. E isso melhora ainda mais se provar alimentos orgânicos;

c)      A empolgação: bom, sou uma pessoa extremamente empolgável. O que fiz, já na minha primeira semana sem carne, foi separar uma lista de restaurantes vegetarianos na minha região (com o muito bem vindo auxílio do Foursquare). E visitei vários deles com minha namorada, experimentando receitas e temperos diferentes. A cada refeição, sentia os efeitos dos itens “a” e “b” acrescentados com a enorme dose de empolgação. Me senti uma verdadeira caçadora de restaurantes vegetarianos, e fiquei feliz em saber que não teria que abrir mão de nada na minha alimentação, nem mesmo meu amado hot-dog, quando fui presenteada com a descoberta de uma carrocinha de cachorro quente com opções vegetarianas. Além disso me diverti procurando receitas livres de crueldade na internet, e cozinhei para minha mãe, para minha namorada, para mim, para meu gato…

d)     Novas fronteiras: você, aderindo a uma alimentação vegetariana, descobre todo um submundo que não sabia antes que existia. Quando iria imaginar que existia um empório vegetariano no caminho para a faculdade? Também foi legal procurar grupos no Facebook, acredito que toda a cidade de grande porte tem uma página específica, como achei a de Curitiba. Entrando nos grupos você poderá participar de debates, tirar dúvidas, e conhecer gente diferente, com uma visão de mundo geralmente bem bacana. Espero ainda fazer muitos amigos através disso.

e)      Sair da zona de conforto: esse aspecto sempre é doloroso, mas gratificante. É muito fácil ser como todos, ter uma alimentação onívora, mesmo sabendo que isso não é coerente com seus princípios. Você, ao adotar uma alimentação ética, verá que muitos dos seus amigos vão fazer piada, e alguns até mesmo desmerecer a sua opinião. Vai exercitar sua paciência nos churrascos, quando insistirem em esfregar um pedaço de carne diante de seus olhos “só para ver se você não tem vontade mesmo”. É vai saber que saiu de sua zona de conforto, porque você faz o diferente, não vai com a multidão, não aceita o óbvio, porque tem seus princípios e quer zelar por eles.

Não estou escrevendo isso para dizer “olhem, parem todos de comer carne”. Isso é uma questão bem pessoal. Mas se você já pensou em parar de adotar uma alimentação onívora, faça isso. Agora. Seja um dia de cada vez, ou de uma vez por todas. E não diga que é é impossível. Porque você consegue, porque é perfeitamente possível, e porque você ainda pode se apaixonar por brócolis, e não sabe o como isso é bom. 

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Reflexões via 3G

Recentemente alterei minha operadora de telefonia móvel. O que foi tarde, visto que reclamava ha anos do sinal ruim, da falta de internet, das quedas de ligações. E curiosamente, essas reclamações não são só minhas, mas de uma dezena de amigos que são clientes da mesma operadora. Mas pouquíssimos alteram a fornecedora de serviços. Eu alterei, e fico me perguntando por que não fiz isso antes. Fico me questionando o motivo pelo qual aguentei por tanto tempo um serviço ruim. Esse tipo de coisa ultimamente tem me levado a uma sequência de reflexões (acho que estou tomando muito café e é um efeito colateral). Aguentamos situações que nos desagradam, engolimos sapos, sabemos que o nosso trabalho é ruim, ou que o relacionamento não é mais agradável, ou que o curso da faculdade não era bem tudo aquilo, e não fazemos nada a respeito. Vamos deixando as coisas rolarem por anos, sempre reclamando, com a infelicidade atingindo patamares estratosféricos, e por que? Existem mudanças tão simples que nem a própria preguiça, a desculpa universal, justifica. Ainda essa semana estava no elevador, quando uma mulher entrou no segundo andar, e desceu comentando com a amiga sobre o como gostaria de passar a fazer exercícios físicos. Veja, mudanças de hábitos são duras no início, mas fazem com que uma situação incômoda seja evitada. Talvez a própria comodidade seja o elemento crucial quando deixamos de eliminar pontos negativos em nossas vidas. É mais cômodo sentar e reclamar do que efetivamente fazer mudanças. É confortável olhar o que te desagrada, e curtir as ondas de raiva, frustração, incômodo, por alguns instantes, e depois apenas “esquecer”. Mas as situações cotidianas que estão incomodando nunca realmente são esquecidas, estão sempre ali, chamando sua atenção no final do dia. Aí inventamos desculpas. Ah, as desculpas. Elas sempre estão ali, parecendo tudo parecer confortável, tentando justificar tudo. As desculpas parecem amigas, sempre têm um ombro terno pronto para oferecer amparo no nossa falta de atitude diária. Mas na realidade não passam de vilãs terríveis, fazendo com que a vida não flua com a naturalidade esperada. Fazem com que não sintamos a totalidade da necessidade da mudança. E obviamente a mudança é algo necessário. Praticar o desapego de situações desconfortáveis e incômodas, que nada mais acrescentam, é seguir o rumo natural da vida. É se abrir para novas experiências, mesmo que abrindo mão do conforto do simples ver os erros. Porque as mudanças exigem muito, e podem desencadear ainda muitas outras mudanças. O que dá medo. Mas o medo é uma emoção que, quando bem utilizada, pode ser maravilhosa. Ouso dizer que as situações incômodas, que exigem mudanças, são colocadas propositalmente pelo Universo no nosso caminho. São tentativas dele gritar, bem na nossa cara, para mudarmos o rumo. Para que possamos, assim, ver as outras coisas maravilhosas que ele nos guarda, mas que não podemos usufruir no nosso falso conforto de quem não aceita eliminar o que é necessário. E sempre é tempo para mudar. Não existe o “muito tarde” ou o “muito cedo”. É o senso de oportunidade que deve imperar, e por isso leia-se: não existirá nunca um novo hoje, e o amanhã ainda é incerto. Essa é a oportunidade, aproveitar o máximo possível do seu tempo de agora. Então na próxima vez em que reclamar da operadora de telefonia, lembre-se que é hora de fazer mudanças.

O descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem ou de uma nação. Oscar Wilde

O descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem ou de uma nação.
Oscar Wilde

Beijar Lhamas pulando de Bungee Jump e outros 99 desejos.

Mexendo em algumas das várias caixas empilhadas no meu armário, algumas intocadas desde a primeira das várias mudanças de casa do último ano, me deparei com uma lista de “100 coisas que quero fazer antes de morrer“. Acredito que é só uma das várias listas de resoluções que elaborei minuciosamente desde meus primórdios da capacidade de planejar. Também acredito que a elaboração de listas nesse estilo (geralmente com títulos um tanto quanto mais criativos) é unanimidade entre os meus companheiros de geração.

Minhas listas são particularmente criativas, com itens que vão desde viagens, até premiações, esportes radicais e beijar uma lhama. E todas as minhas dezenas de listas têm um ponto em comum: eu não realizei nenhum, ou quase nenhum, dos meus planos.

Pulando a parte em que falo que voltarei a planejar, e irei de fato cumprir a próxima lista (e eu irei de fato cumprir a próxima lista), vou partir para uma análise um tanto quanto maniqueísta da situação refletida por minhas singelas resoluções: a frustração da geração anos 90 (e todas as outras).

A fundamentação da sociedade contemporânea de classe média é quase totalmente baseada em força produtiva. E geralmente essa força produtiva é majoritariamente intelectual. Portanto, somos treinados, desde pequenos, para exercitar a capacidade de concentração e de absorção de dados. Logo, já nos bancos escolares somos ensinados a manter-se em silêncio mesmo que em grupo, a ter instrução dada por um superior hierárquico que direciona as áreas de trabalho conforme seu interesse, a memorizar e reproduzir. E assim somos divididos em grupos, dando a falsa sensação de escolha. Alguns descobrem aptidão para cálculos, outros para produção artística, e assim por diante.

Assim, treinados e já prontos para a divisão, praticamos o ato de “escolha”. E “escolhemos” um curso universitário, com diretrizes já pré definidas, em que nos encaixamos, ou deveríamos nos encaixar.

Nossa visão de mundo foi cuidadosamente lapidada durante esses anos nos bancos escolares, assim temos contato com diversas culturas (por meio de livros, claro). A carência de informação sobre as diferentes visões do mesmo mundo fazem com que a nossa visão de sociedade e bem comum seja drasticamente limitada. O egoísmo é assim, semeado, uma vez que não somos capazes de entender ninguém a não ser, com alguma sorte, nós mesmos.

Ainda na infância e adolescência passamos por um processo de massificação de desejos, assim por coincidência todos, na mesma faixa etária, desejam desesperadamente o brinquedo x, ou a marca de roupas y, sob pena de ter sua qualidade de vida terrivelmente depreciada.

Após esses anos de formação intelectual e social interessantíssima, vamos fazer uma maravilhosa viagem: o mercado de trabalho. E com sorte essa será uma viagem curta, para que você possa atender logo as expectativas que todo o universo tem sobre você. Assim, você logo vai poder comprar uma casa (parcelada em 25 anos, com juros maravilhosos) e um caro do ano (melhor que o do vizinho, assim se espera). Dessa forma, e bem colocado na vida, talvez você possa usufruir de maravilhosas férias de 15 dias no ano, e, com seu casamento heterossexual, e seus filhos muito bem educados no sistema em que você mesmo passou, divertir-se à beça na viagem que parcelou no seu cartão de crédito.

Posso ter exagerado um pouco, ou resumido demais, mas o ponto aonde quero chegar são as listas. Ah, as listas de desejos… Aonde nossas maiores excentricidades afloram, ao menos quando é uma lista verdadeiramente honesta. O que quero dizer é: se o que você escreve na sua lista de desejos é tudo aquilo que falei acima, o modo de vida tradicional, tudo bem, então você está no caminho correto.

O fato é que a elaboração de listas de coisas que você gostaria de fazer, mesmo que nunca tenha sido colocada no papel, mesmo que não sejam 100 coisas, mesmo que sejam só as resoluções de ano novo, ao serem díspares com os elementos do modelo social tradicional, são um reflexo da insatisfação com este modelo. Ou com as limitações trazidas por este.

Podem ser as limitações de tempo, de liberdade, as limitações pessoais ou as limitações da sociedade. As listas são um grito do subconsciente, pedindo por satisfação.

Assim, se a sua lista de 100 coisas para fazer antes de morrer tem itens que você não conseguirá realizar no modelo social tradicional, talvez seja hora de colocar a mão na consciência. E não falo de mudar seus desejos, porque quando você tiver 70 anos de idade, você ainda vai querer ter realizado essa  lista. Falo de rever sua forma de viver. Trágico, não? Então peço licença para ser ainda mais trágica: o único fato inegável na vida é que vamos morrer. O resto é totalmente mutável, embora não totalmente sob nosso controle.

E o fato é que infelizmente, não é muito provável que você vá realizar todos os 100 desejos. Talvez porque há a limitação financeira, porque alguns desejos são longos, ou porque alguns dos seus desejos simplesmente estão acima da possibilidade da realização, mas ao final talvez hajam algumas coisas sem cumprir. Mas aí é que se encaixa minha argumentação: quantos desejos você quer sem dar o “ok” de cumprido: 99, ou 9?

 Acredito que a capacidade e a necessidade de ter sonhos é comum à todos. Afinal, sonhar é o que traz motivação, o que faz com que você tenha forças para suportar o que não é agradável, porque se você ainda não desistiu de seus desejos, bom, você não deixou o sistema de devorar.

Então aí vai o desafio: seja criativo, honesto e não tenha vergonha de ser excêntrico. Pegue papel, caneta e descubra o que você vai fazer para ser feliz.

liberdade

Quando uma criatura humana desperta para um grande sonho e sobre ele lança toda a força de sua alma, todo o universo conspira a seu favor. (Johann Goethe)

Tolkien e a Moralidade da Indicação

Admito que minha vontade quase incontrolável era abrir as portas do meu pseudo blog com uma reclamação sobre algo que acredito ser socialmente relevante (o que não o torna socialmente relevante, eu sei). Mas acredito que seja mais simpático começar com algo mais útil no ponto prático.

Pois bem, em minhas andanças pela internet, e em uma incessante busca por um livro especifico em PDF, vim a encontra-lo em um site que abriga uma quantidade infindável de obras literárias variadas. E me senti moralmente obrigada a indicar o http://lelivros.us/ após encontrar As Aventuras de Tom Bombadil, assim como uma outra dezena de obras de Tolkien. Acredito só que o ponto negativo dessa descoberta é a quantidade de programas que é necessário instalar junto, inclusive o Baidu, que por alguma razão me dá um acesso de TOC terrível.

Enfim, e por fim, quem não conhecia esse site e gosta de livros pode perder um bom tempo por aí.

bombadil

“A estrada em frente vai seguindo Deixando a porta onde começa Agora longe já vai indo Devo seguir, nada me impeça; Por seus percalços vão meus pés, Até a junção com a grande estrada, De muitas sendas através Que vem depois? Não sei mais nada.”

 

 

Criticando

Acredito que este seja um blog ordinário entre uma sessão infindável de blogs ordinários. Pois bem, acredito que haja algo extraordinariamente útil nisso. Logo, o café crítico é um blog majoritariamente, como o nome diz, crítico. Pretendo seguir uma linha argumentativa, e peço perdão de antemão se acabar por ser demasiadamente incisiva. Porém, pretendo, e o pretender é algo um tanto quanto mutável, apontar algumas divagações (minhas) que podem ou não ser de utilidade, bem como alguns itens de inquestionável utilidade (cujo conteúdo é um tanto misterioso para mim.) 

Então sintam-se a vontade para sentar, tomar um café, e criticar.